sábado, 23 de fevereiro de 2013

Pequenos Gestos, Grande Amor - Cap 12


Eles foram para a mesa que Rea e Sousuke haviam ido da ultima vez, as duas não se davam lá muito bem com olhares devido à vergonha, eram bastante parecidas nesse aspecto.
Mio estava estranhamente quieta e olhava de um lado para o outro à procura de algo para se focar.
- Mio? – Chamou Rea.
- Ahh, hum, sim? – Respondeu ela atrapalhada, não estava a contar que reparassem.
- Que se passa? – Perguntou Rea
- Ah, nada, está tudo bem, não se passa nada, vamos escolher? – Dizia ela rápido.
Sousuke apreciava a conversa e sem tirar os olhos de Mio levanta a mão e chama Yaegashi que estava a olhar na direcção da mesa agora atrás do balcão a limpar copos. – Yaegashi!! Vem aqui! Uhuh até rimou. – Disse chamou Sousuke a rir.
Rea soltou um pequeno sorriso, Mio deu um pulo e começou a olhar muito concentrada para o menu, quase tapando a cara.
- Olá. – Cumprimentou Yaegashi calmamente. – Hoje estão um pouco atrasados, mas eu dou um jeito, que vai ser?
- Ainda não escolhemos, reparei que não tem ninguém a esta hora no café, senta-te um pouco com a gente, há algo que quero conversar com todos. – Disse Sousuke a dar um breve olhar para Mio.
Mio tapava ainda mais a cara com o menu de escolhas, já só dava para ver o cabelo e as mãos a segurar nele.
- Tudo bem, posso sentar por um pouco depois de vos preparar a comida. – Disse Yaegashi com um sorriso.
- Para mim é o mesmo do costume, ahah. – Disse Sousuke sem demoras.
- Hum, eu vou querer um prego em prato sem ovo. – Disse Rea sem pensar muito também.
Os olhares voltaram-se para Mio, ela apesar de não ver por causa do menu, o silencio dizia tudo. Ela após um pouco, dá com o menu na cara, fazendo os 3 rirem.
- Mio, que te apetece comer hoje? Olha que a comida do Yaegashi é muito boa! Se fosse a ti ia para a especialidade dele. – Disse sousuke com um sorriso estranho.
- A minha especialidade é o cozido, mas a esta hora não recomendaria, também sou muito bom com os rissóis  são caseiros. – Disse Yaegashi olhando para Mio.
- Po... po.. pode ser. – Disse Mio baixando um pouco o menu, dava para ver que ela estava completamente vermelha.
- Farei com batata frita e arroz, tudo bem? Queres salada também? – Perguntava Yaegashi calmamente e a sorrir.
- Si... sim. Obrigada. – Respondia ela baixinho.
- Volto já então. – Disse ele sorrindo e virando-se
- Mio estás bem? Não pareces muito bem, estás a ficar doente? – Perguntou Rea preocupada ao ver a amiga vermelha.
- Ahh, não.. não. Eu estou bem. – Respondeu ela atrapalhada.
- Rea, o mesmo acontece entre nós, como podes perguntar se ela está doente? Uma paixão ardente, um grande amor, não é uma doença! É algo aclamado como a melhor coisa deste mundo! – Disse Sousuke poeticamente.
Mio baixava agora completamente o menu repentinamente. – Pai... paixão? Amor? Não é isso!! – Dizia ela completamente vermelha.
Mio reparou que se havia levantado e rapidamente senta-se sem saber o que fazer.
- Ora cá estão os pedidos. – Disse Yaegashi que se aproximou-se sem que Mio se apercebe-se. Esta deu um pulo e pegou rapidamente no guardanapo para tapar o rosto.
- Um grupo cheio de energia, tens bons amigos Sousuke. – Disse Yaegashi a sorrir olhando para todos.
Yaegashi senta-se então na cadeira num dos cantos entre Mio e Sousuke.
- Olá Mio, estás melhor? – disse ele a sorrir olhando para Mio.
- O... obrigada por aquela vez, realmente salvaste-me. – Disse ela sem conseguir olhar para ele.
- Não precisas agradecer, fico feliz que estejas bem. – Disse ele terminando o assunto. – Comam antes que fique frio.
Todos começaram a comer. Estava realmente bom, ele era bom cozinheiro.
- Ainda bem que a Mio e o Yaegashi já se conhecem, vai facilitar as coisas. – Disse Sousuke com um sorriso estranho de novo.
- Não vem ai coisa boa. – Disse Rea sem olhar.
Mio ficou logo alerta e meia a tremer.
- Como já devem ter notado, olhando para o calendário, o fim-de-semana está a chegar, que tal dar-mos uma saída até ao parque os 4? – Perguntou ele olhando em volta. – Yaegashi eu sei que não trabalhas, entrei ontem para a sala dos funcionários do café para descobrir.
- Podias ao menos esconder isso. – Disse Yaegashi a sorrir. – Eu vou sem problemas, não tenho planos, vai ser divertido. – Aceitou ele a proposta.
- Por mim tudo bem, mudo os estudos para domingo. – Disse Rea a dar um sorriso.
- Eu.. eu... não sei.. ah... – Dizia Mio envergonhada e relutante, mas era interrompida.
- Vem, vamos divertir-nos, será um dia diferente. – Disse Yaegashi olhando para ela com um sorriso.
- Sim. – Disse Mio sem pensar duas vezes a olhar para ele.
Sousuke dava uma gargalhada e começava a falar – Decidido!! Vamos todos ao parque, uhuh.
Acabaram de acertar os pormenores e depois os 3 voltaram para a escola animados e Yaegashi ia atender os clientes que estavam agora a entrar no café.
As aulas passaram rápido, chegava agora a hora de todos irem para casa.
Estavam todos animados para o dia de amanhã.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Pequenos Gestos, Grande Amor - Cap 11



- Sousuke, como correu? – Perguntava Rea preocupada.
- Ahh, muito bem, não te preocupes. – Disse ele a dar uma gargalhada.
- Então não aconteceu nada? – Perguntou Mio curiosa.
- Não, só estivemos a falar como dois grandes homens que somos e claro que chegamos a um consenso. – Disse ele a cruzar os braços e acenar com a cabeça de forma afirmativa.
- Que lhe disseste? – Perguntou Rea mais aliviada.
- Ora fui politicamente sincero. – Disse ele a dar uma gargalhada.
- Portanto, mentiste? – Disse Mio rapidamente e baixinho.
- Ora tudo aconteceu desta forma a me ver. Eu estava a passear pelos terrenos da escola, todo feliz e a cantarolar e assobiar, quando de repente escorrego numa casca de banana ali posta tão indevidamente no chão e cai, os meus 3 companheiros, como bons cidadãos que são, foram para me ajudar, mas eles não viram a casca de banana, então o que vinha à frente, escorregou nela e causou o efeito dominó derrubando os outros, eu rapidamente me levantei para ir em socorro dos que vinham em socorro para mim, mas com a pressa tropecei ali numa pedra, enquanto caia dizia em câmara lenta “Malditooo calhauuuu” e pumbas, dei uma cabeçada não propositada num deles, dai os ferimentos em mim e nele, depois com a dor, eu deixei-me cair para o lado, mas com o lanço a minha mão, que estava de punho cerrado, bateu sem querer na cara do outro que estava caído ao lado, ele num protesto de dor, agarrou-se ao nariz e rebolou, eu como me estava a levantar uma vez mais para ir então ajudar novamente, tropecei novamente no que estava a rebolar e sem querer, tinha deixado as duas mãos juntas e fechadas, ao cair, com medo de cair por cima do que estava a rebolar, dei um salto no ultimo momento e fui parar em cima do 3º, atingi a ele também com os punhos cerrados. Como devem imaginar foi uma falta de sorte incrível  – Concluiu ele a história a dar uma gargalhada interminável.
- O director não é assim tão burro para acreditar nessa, acho eu. – dizia Mio pensativa.
- Sim, ele não ia acreditar, esta inventei agora. Na verdade fui bem sincero, disse o que aconteceu e disse que me tinha arrependido por ter usado a violência, esta foi a única parte em que menti, de resto contei a história por completo, além do mais foram eles quem começaram a violência, eu só estava a enfurecê-los para que isso acontecesse para eu não ter problemas futuros, alegando agressão por defesa. – Explicou ele.
- Uau, parece que realmente não vais ter problemas, o que o director disse? – Perguntou Rea.
- Ele riu imenso – Disse ele a abrir a boca de espanto. – O problema é que após parar de rir, ele contou-me uma história dos seus tempos longínquos de juventude, depois cumprimentou-me e disse para ir ter contigo, não precisava que ele me dissesse, eu vinha mesmo sendo expulso, ahah – Dizia ele a dar uma outra gargalhada.
- Ainda bem que ficou tudo resolvido. – Disse Rea com um sorriso abaixando a cabeça e dando um suspiro de alivio.
- Bom, tenho fome! Esta luta de argumentos contra o director cansou-me, preciso de encher baterias. – Disse ele levantando o braço como se estivesse a fazer músculo.
- Sim, vamos, sinceramente, agora que a preocupação se foi, só ficou a fome e o alivio mesmo. – Disse Rea a sorrir.
- Onde é esse tal café? – Perguntou Mio perdida.
- Ali – Disse Sousuke apontando para uma pequena entrada que passava bem despercebida se não fosse pelas janelas, mesmo assim era bem disfarçado.
- Uau, desde o ano passado que ando aqui e nunca reparei naquilo. – Disse Mio espantada.
- É, eu disse o mesmo. – Respondeu Rea a rir.
- É a beleza do café, ele só é notado quando eu estou lá dentro a fazer caretas. – Disse ele orgulhando-se do seu trabalho de marketing.
Rea e Mio começaram a rir, e foram então em direcção ao café. Ao entrar Mio repara em Yaegashi que estava a limpar as mesas.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Pequenos Gestos, Grande Amor - Cap 10


A campainha dava agora sinal de entrada, o tempo havia passado tão rápido com tudo o que aconteceu que nem se lembraram de almoçar.
- Próximo intervalo querem ir até ao café do Yaegashi comer algo? – Perguntou Sousuke a levantar-se, lembrando-se que não comeram nada.
- Sim, parece uma boa ideia, agora que penso nisso, começo a ficar com fome. – Dizia Rea com uma cara desanimada.
Mio concordava fazendo a mesma cara.
- Então está decidido. – Disse Sousuke a dar um sorriso.
- Sousuke, devias passar na enfermaria, estás magoado e isso no lábio não tem bom aspecto, devias ir tratar disso. – Dizia Rea a olhar para ele.
- Sim, fica perto da tua sala, levo-vos e passo lá logo de seguida. – Dizia ele a tranquilizar Rea.
- Ainda bem. – Dizia ela a sorrir aliviada.
- Vamos então? – Perguntou Mio.
Os restantes concordaram e foram em direcção à sala de Rea e Mio.
Quando estavam a chegar, são parados no meio do corredor por uma voz.
- Sousuke, vem comigo, o director quer falar contigo. – Dizia um professor que estava à procura de Sousuke.
- Bom, vão então para a sala, encontramos-nos no portão da escola. – Disse ele a olhar para Rea e Mio com um sorriso.
Sousuke então virou-se e seguiu o professor para a sala do director.
- Espero que não fique em problemas sérios por causa disto. – Dizia Rea preocupada.
- Ele vai dar um jeito, pelo que percebi dele, ele tem uma forma estranha de resolver as coisas, mas funciona. – Disse Mio a confortar a amiga.
- Espero que corra tudo bem. – Dizia ela ainda preocupada.
Foram então para a aula e Rea não conseguia pensar em mais nada.
- E se ele for expulso? Será tudo por minha causa. – Pensava ela.
A aula terminou e finalmente ouviu-se a campainha a dar o sinal de saída.
Rea apressou-se para arrumar as suas coisas e Mio fez o mesmo, saíram de seguida em direcção ao portão de entrada da escola.
Sousuke estava lá parado à espera delas.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Pequenos Gestos, Grande Amor - Cap 9


As aulas passavam normalmente, Rea e Mio já não sentiam aquela pressão de não poder olhar uma para outra, sem que fugissem cada uma para lados opostos.
Ambas pareciam felizes por finalmente se tornarem amigas, quem diria, ter que acontecer algo tão drástico para que tudo aquilo fosse possível. 
- Aquele incidente trouxe muitas coisas más, mas com ele veio coisas muito boas, já nem fico chateada com tudo o que aconteceu. – Pensava Rea ao aproximar-se o fim da aula.
Tudo estava mais calmo, apesar das conversas e risos de troça sobre o assunto ainda decorrerem, parecia que já nem afectavam, estava tudo a correr bem.
- É uma questão de tempo. – Pensava Rea a dar um sorriso.
Ao acabar de dar o toque de saída ouve-se um tumulto vindo do pátio do escola fora do pavilhão onde tinham aulas.
Todos foram para a janela ver o que se passava e parecia ser uma briga entre dois rapazes.
Rea curiosa, aproximou-se e viu que metido nela estava Sousuke, ele estava com uma expressão muito irritada e zangada.
Rea apressou-se e foi a correr para o pátio, Mio que se apercebera do que estava a acontecer apressou-se e saiu de seguida, pegando nas suas coisas e nas de Rea que ela havia deixado para trás.
Rea chega finalmente ao pátio.
- Sousuke!! – Gritou ela pelo seu nome. – Que estás a fazer? Pára com isso!!
Sousuke parava agora, tinha derrubado o outro rapaz e voltava agora as suas atenções para Rea. Ofegante começa ele a falar.
- Desculpa Rea. – Desculpou-se ele, mas sem se arrepender.
Ele estava bastante magoado e olhando para trás dele estavam mais dois rapazes caídos.
- Porque fizeste isso??? – Dizia ela ao reparar nos 3 rapazes caídos e magoados.
- Eles estavam a falar mal de ti, a espalhar ainda mais rumores que não são verdade, um deles até estava a falar que ia fazer montagens com fotos tuas que andava a tirar sem saberes. – Explicou Sousuke.
Rea ficou surpreendida com a informação, não conseguia falar depois de saber o que eles planeavam fazer.
- Ahh, o namoradinho veio para salvar a vadia. – Dizia o ultimo rapaz que se estava a tentar levantar.
- Maldito, vais... – Sousuke ficava com raiva de novo e ao dizer aquilo estava a ir em direcção ao rapaz para acabar o que começava, mas era interrompido.
- Sousuke pára por favor. – Pediu Rea, quase a chorar. – vamos embora...
Sousuke percebeu que ela não queria mais violência e que estava magoada com o que se estava a passar.
- Sim, vamos. – Respondeu Sousuke.
Mio aproximou-se de Rea e meteu a mão em seu ombro. – Venham.
Os 3 foram para o terraço, perseguidos por olhares, tanto de gozo (zoeira) como de repugnância.
Eles haviam chegado ao terraço, estavam na hora do almoço, mas nenhum deles se estava a preocupar com aquilo.
- Rea... Desculpa ter feito aquilo, não consegui ignorar. – Pediu ele novamente desculpas. – Não me arrependo, apenas me arrependo de te ter magoado.
Mio estava a consolar Rea, apesar de tudo aquilo acontecer, ela não mostrava sinais de desaprovação em relação às atitudes de Sousuke no pátio.
- Obrigada. – Dizia ela a deixar cair uma lágrima. – Obrigada por me defenderes. Mas não o faças, só vai piorar.
- Rea, acho que ele fez bem. Se fizessem montagens de ti, isto nunca iria acabar, ao menos intimidou metade da escola, pode ficar a ser odiado, mas em relação a ti, os teus problemas vão ser reduzidos consideravelmente  – Disse Mio a passar a mão nas costas de Rea.
Rea olhou para Sousuke. – Eu não quero que te metas em problemas.
- Eu criei um para ti, tenho o dever de carregar todos os outros problemas. Não te preocupes comigo, só quero que estejas bem. – Dizia ele a sorrir.
Eles ficaram ali mais um tempo, sem dizer muita coisa, apenas sentados a pensar em tudo o que estava a acontecer...

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Fim do Mundo


Este é o tema da semana lá no Blog de Histórias e Poesia ^^ 

Foram a votos 3 temas escolhidos por mim e o que ganhou foi Fim do Mundo, cá vai a história que usei para o Evento desta Semana. Espero que gostem \o/


Fim do Mundo - por: Ali-chan


20 de Setembro de 2042

Querido Diário,
Sou eu de novo, a Himari. Hoje é o meu aniversário, finalmente cheguei aos 11, apesar disso, só te posso contar a ti, não há mais ninguém. Era suposto ser um dia feliz e divertido, mas olho em redor e só vejo poeira, cinzas e coisas que antes eram casas. Não parece uma festa.
Tudo mudou desde aquele dia, já faz 1 mês que estou presa e sozinha neste novo mundo. Fiquei assustada, agarrando-te com todas as minhas forças contra o meu peito, mas agora não tenho mais medo, tornei-me corajosa.
Tenho saudades do Pai e da Mãe, espero que eles estejam lá em cima a ver-me com um sorriso.
Tenho fome e já nem me lembro como é o sabor da água, o rio secou assim como os meus olhos. A força falta-me ao levantar.
Será que há mais gente presa neste novo mundo também? De qualquer das formas não quero abandonar este lugar, o meu lar está mesmo ali à frente, ainda dá para ver a entrada com um pouco de imaginação.
Mas chega de reclamar.
Não me sinto sozinha. Tenho-te a ti, podes não me ouvir ou responder, mas lês tudo o que escrevo..
É o suficiente.
Diário...
É errado pensar em desaparecer? Igual às cinzas que voam quando passa o vento?
Obrigada por me leres mais uma vez.
Himari.

Honra


Ganhei o Evento Semanal lá no Blog das Histórias e Poesia :D O tema da semana passada era Honra e segue-se a História que escrevi para esse tema ^^


Honra - por: Ali-chan


A pobreza atingiu-me desde novo. Perdi os meus pais cedo, vivi num orfanato, tive pouca educação e muitos maus tratos por lá, cresci a pensar que tudo aquilo seria normal, mas apesar de tudo, não vacilei, tentei ao máximo pôr-me de pé sempre que caia. A vida não era boa comigo, muito pelo contrario, voltava-me as costas a rir, mas sempre pensei que um dia ia fazê la virar-se e aplaudir. Apesar de tudo isto e de todas as tentativas para me pôr de pé, nunca arranjei trabalho, vivia pelas ruas, não tinha condições para estar apresentável ou ficar estável, mas tentava o meu melhor. Estou agora com 32 anos, sobrevivi nas ruas, percorri o mundo, sem dinheiro, muitas vezes descalço, já desde novo, mas nunca perdi a fé nem a confiança em mim mesmo. A comida era difícil de arranjar, os contentores do lixo dos restaurante era sempre a melhor opção, os Homens não passam de uns tolos, tanta comida colocada ao lixo, mas dou graças pela sua tolice, tenho refeições todos os dias, o lixo de uns é o tesouro de outros. Apesar de todos os fatos e contratempos que a vida tão graciosamente me impõe, eu luto todos os dias contra mim mesmo, todos temos as nossas batalhas interiores, umas mais banais do que outras, no meu caso é em situações do dia-a-dia, seria tão fácil roubar e ter comida decente, seria tão fácil assaltar pessoas indefesas para conseguir ter o luxo que eles têm. Tudo isto me passa pela cabeça todos os dias, mas existe sempre algo que interrompe tais sonhos maliciosos, a minha honra. Vejo alguém a deixar cair a sua carteira, eu pego-a entre a multidão. - Seria tão fácil fugir agora, ninguém sequer percebeu. - Pensava eu. Mas minhas pernas seguiam o bom senso, a humildade, e a honra. Posso não ter, mas lutarei para o conseguir, era assim que terminavam todos os dilemas perante as situações fáceis que me davam melhor qualidade de vida. No fim de todas as perguntas e respostas, eu ia até à pessoa, tocava no seu ombro e entregava os seus pertences dizendo - Desculpe, isto pertence-lhe, deixou cair. - Recebo respostas de alegria, irritação, por vezes agressão, alivio, sorrisos, apertos de mão, agradecimentos, não importa o que digam ou façam, a minha honra permite-me viver tudo isto e sorrir a mim mesmo.
Sou pobre e rico, mas acima de tudo, estou bem comigo mesmo.

Pequenos Gestos, Grande Amor - Cap 8


Pequenos Gestos, Grande Amor - Cap 8 por: Ali-chan


A aula havia começado e Rea evitava olhar para Mio, não a queria pôr desconfortável e fazer com que ela fugisse logo após a aula, ainda tinham que esperar por Sousuke, mas Rea já estava a pensar em algo para dizer para a manter na sala por um bocado para se seguir com o plano.
A aula estava quase a terminar, o professor passava agora os trabalhos como era habitual e os alunos já estavam ansiosos pelo toque arrumando as suas coisas devagarinho.
Ao mesmo tempo que a campainha tocava, Sousuke já estava  a abrir a porta, com ar cansado, parecia que tinha corrido uma maratona. Todos estavam levantados, não dariam tanta importância se fosse outro aluno qualquer, mas era Sousuke, o aluno que da ultima que fizera a mesma coisa que fez agora, causou todos os rumores sobre Rea e incontáveis risos. Os alunos ficaram expectantes  na esperança de ouvir algo como da ultima vez, mas Sousuke apenas ficou na porta a recompor-se. O professor nem ligou, já conhecia a peça. Ao ver que ele não ia fazer nada, os alunos retomaram ao que estavam a fazer e saíram a dar sorrisinhos e falar baixo entre eles, mas Sousuke nem ligou, ele estava focado na sua missão.
Rea ficou aliviada por não ter que inventar algo para Mio ficar ali a fazer tempo até que Sousuke chegasse, apressou-se e arrumou as suas coisas já de pé e foi imediatamente em direcção a Sousuke. Mio não parecia ter pressa, ela não olhava para eles, estava, ao que parecia, muito concentrada a arrumar lentamente os seus livros e cadernos.
- Mio! – Chamou Sousuke quando a turma toda havia saído excepto por eles.
- Ahh, humm. Sim? – Dizia ela assustada e a ficar vermelha.
- Vamos te exorcizar, vem connosco agora! – Dizia ele com tom sério.
Mio ficou surpreendida, não estava à espera daquelas palavras, mas além de surpresa, ficou assustada e sem saber o que fazer, não sabia para onde se meter nem para onde olhar.
- Ahah, anda dai, trouxe pãezinhos! São muito bons, leva qualquer um ao céu, vem connosco para o terraço e tomar um segundo pequeno-almoço (café da manhã). Vai ser divertido. – Dizia ele a sorrir.
- Mas, ahmm, eu tinha algo para fazer agora. – Dizia ela relutante e a tentar arranjar desculpas.
- Este intervalo é pequenino, no próximo podes fazer o que quiseres, mas neste momento, estou a ameaçar-te e fazer um ultimato! – Dizia ele a ficar serio. – Ou vens com a gente, ou não trago mais pãezinhos para ti! Vais-te arrepender para o resto da vida. – Dizia ele acabando por rir.
Mio ficou com um pouco mais à vontade, e acabou por aceitar o convite, ainda que se lembra-se do evento de ontem, foi a tentar não pensar nisso e na vergonha que sentiu naquele momento.
Os 3 estavam agora a ir para o terraço, estava um clima estranho, Sousuke era o único que falava com as suas habituais piadas e boa disposição.
- Uhuh chegamoss! Liberdade! – Dizia ele todo alegre ao abrir a porta do terraço.
- Já agora Sousuke, saíste de novo mais cedo da aula não foi? – Perguntava Rea preocupada ao lembrar que ele chegava lá mesmo quando ao toque de saída.
- Ah, o meu professor entendeu que eu tenho certas necessidades, ele acredita que tenho problemas mentais e que eu preciso de uma certa liberdade e espaço nas minhas acções, desde que sejam num bom horário. – Explicava ele a dar uma gargalhada.
Mio deu um riso baixinho pondo a mão na boca para disfarçar.
- Mio, não gozes (zoes) com o meu atraso, o meu professor até proibiu ao resto da turma se rirem sobre isso. – Dizia ele com ar serio. – Por isso hoje em dia sou livre como um passarinho e não tenho ninguém a chatear-me porque pensam que ser retardado é perigoso. – Dizia ele a ficar deslumbrado com a sua própria história e a rir no final.
- Ahh, quase me esquecia! Aqui estão os pãezinhos do céu, cuidado com as penas das asas. – Dizia ele a rir entregando um pão de formato estranho às duas.
- É assim tão bom? – Perguntava Rea com uma cara de dúvida. Percebeu que Mio partilhava da mesma pergunta e com a mesma expressão no seu rosto.
- Ahahah, Querida Rea, deixa-me contar-te uma história. À muito muito tempo atrás... – Sousuke antes que pudesse continuar...
- Tão bommm! – Dizia Mio que não se estava a interessar minimamente na história de Sousuke, ela parecia ter adorado o sabor, estava com um sorriso de satisfação no rosto.
Rea vê a sua reacção e prova também
- Uauu! Isto é incrível. – Dizia Rea imensamente surpresa.
- O truque para vos fazer comer, é começar uma história que nem eu sabia qual era, ahahahah – Disse Sousuke a dar uma gargalhada.
Rea e Mio devoraram o pão, ficaram com cara de quem queria mais, mas abstiveram-se de fazer outros comentários.
Sousuke olhava agora para as duas e parte o seu ao meio.
- Tomem, não precisam lutar, são tamanhos iguais. – Dizia ele a rir estendendo as duas metades a cada uma delas.
- Não, esse é o teu, obrigada. – Recusou Rea a agradecer, apesar de ter vontade de pegar nele, a parte não lhe pertencia e apercebeu-se que Mio concordava.
- Não precisam se conter, eu sei que são muito bons, eu como-os todos os dias, não se preocupem que eu hoje já comi uns 10, ahahah – Dizia Sousuke a rir.
Rea e Mio ficaram em dúvida com aquelas palavras e lentamente foram para pegar o pão, era realmente bom, nunca haviam provado algo assim, era diferente, mas estava perfeito apesar da sua aparência.
Rea e Mio terminaram de comer e sentaram-se, estava quase a dar o toque de entrada com tudo aquilo. Estavam contentes por aquele bocadinho, foi diferente do que ambas estavam à espera.
Sousuke com um ar feliz senta-se em frente a elas a olhar para as duas que estavam lado a lado e sorrir e a falar entre elas.
O tempo passou rápido e a campainha voltava agora a tocar.
- Bom, vamos lá, vou-vos acompanhar à sala. Próximo intervalo estás igualmente convidada Mio, é bom ter-te cá. – Dizia ele a sorrir.
- Obrigada por este bocadinho. – Dizia ela meia envergonhada e feliz.
- O Sousuke já disse tudo, és mais do que bem-vinda. – Dizia Rea a sorrir.
Ninguém havia falado sobre o caso de ontem, mas todos entenderam que ficou resolvido sem sequer falar no assunto, Rea e Mio sabiam disso e estavam agradecidas a Sousuke pela forma como ele lidou com a situação, apenas não sabiam se foi intencional, ou simplesmente ele decidiu que queria comer pães com elas, a mente dele era demasiado imprevisível, mas fazia com que todos os dias fossem divertidos.

Pequenos Gestos, Grande Amor - Cap 7


Pequenos Gestos, Grande Amor - Cap 7 por: Ali-chan


Rea estudou um pouco depois do jantar, visto que não andava muito atenta às aulas ultimamente devido aos acontecimentos e depois foi dormir.
A manhã chegava e estava na hora para ir para a escola, a semana estava a acabar.
- Primeira semana de escola, nem me apercebi que passou tão rápido. – Pensava ela mesma ao tomar o pequeno-almoço (café da manhã).
- Estás a pensar no namorico? – Perguntou a Mãe de Rea a olhar para ela a sorrir.
Rea ficou completamente vermelha e terminou rapidamente o seu pequeno almoço (café da manhã) – Nós ainda não estamos bem nessa fase!! – Exclamou ela ainda vermelha apressando-se para sair.
- Ahh, então sempre há alguém. - Dizia a mãe de Rea ainda a sorrir. – Tem um bom dia.
Rea não se conseguiu virar para agradecer e se despedir, estava com vergonha e saiu em direcção à escola.
A manhã estava um pouco fria e com algumas nuvens.
- Ah, se calhar devia ter trazido guarda-chuva. – Dizia ela para si mesma olhando para o céu.
Rea estava agora a aproximar-se do portão, e como era habitual, Sousuke estava lá encostado à sua espera. Ao aproximar-se dele, ia para dar os bons dias como de costume, mas Sousuke falava primeiro.
- Ahh, está tão quentinho, o sol parece estar tão próximo. – Dizia ele com uma expressão que parecia estar a saborear.
- Está tanto frio, e o sol não parece estar amigo hoje, porque dizes isso? – Perguntou ela.
Sousuke olhou para ela com um sorriso, aproximou-se e abraçou-a.
- Ahh, está explicada a razão. – Dizia ele sem a querer largar.
Rea ficou com vergonha, mas não tanta quanto pensava, mas sorriu e num gesto involuntário abraçou-o também, não estava tão embaraçada pois ele não podia ver o seu rosto.
- Logo pela manhã nos amassos, mesmo na entrada da escola, ao menos escolham melhor o sitio, conquistadora e companhia. – Uma voz familiar aparecia agora atrás de Sousuke, era a garota que Rea havia embatido no outro dia.
Rea soltou rapidamente Sousuke com o susto e com a vergonha e deu um passo atrás.
- Bom dia desconhecida. – cumprimentava ele a rir.
A garota fazia uma cara irritada e foi para dentro da escola, onde as suas 2 amigas estavam à sua espera.
- Hum, secalhar não tomou o pequeno-almoço (café da manhã) e está com fome, dizem que as pessoas ficam rabugentas. – Disse ele voltando-se para Rea a dar uma gargalhada.
- Pois, não sei. – Dizia ela a ficar triste.
- Anima-te, hoje temos uma missão importante. – Dizia ele a ficar sério.
- Missão? – Perguntou ela confusa.
- Missão resgatar Mio da perversão. – Disse ele a dar uma gargalhada.
- Ahh, a Mio, hoje tenho que falar com ela por causa daquilo que aconteceu, mas nem sei como. – Dizia ela a ficar preocupada.
- Como te disse ontem, deixa comigo, ficas só a ser a minha guarda-costas, ficas atrás de mim e não fazes nada, porque ela não me vai bater, espero eu...  – Dizia ele a fazer uma cara estranha.
- Mas fui eu quem começou este mal entendido, tenho que falar com ela. – Disse Rea a pensar em algo para lhe dizer quando a visse.
- Pronto, no fim eu dou-te uns momentos para falares com ela, mas da forma que estás, nem uma nem outra iam dizer nada de jeito, deixa o grande Sousuke fazer a parte díficil e não te preocupes, confia. – Dizia ele a sorrir.
- Combinado, mas vê lá o que dizes, não a assustes!! – Dizia Rea que apesar de ter concordado, não se sentia mais aliviada.
- Tudo controlado. – Dizia ele a dar uma outra gargalhada.
Então ficou decidido, Rea ia para a aula e no intervalo, Sousuke ia buscar Rea o mais rápido possível e trazia Mio junto com eles para o terraço, para falarem.

Pequenos Gestos, Grande Amor - Cap 6


Pequenos Gestos, Grande Amor - Cap 6 por: Ali-chan


Ainda sobrava tempo até que as aulas começassem, tinham 20 minutos. Entretanto eles haviam chegado ao terraço e vêm que está lá alguém no fundo. Era a Mio que estava lá parada, como se estivesse a pensar.
- Mio? Também vens aqui? – Perguntou Rea surpreendida.
- Ah, Rea.. às vezes, é calmo aqui, não sabia que usavam este lugar. – Disse ele relutante.
- Na verdade só começamos a vir aqui depois do incidente na aula. – Disse Rea meia envergonhada ainda.
Sousuke olhou para o lado e assobiou como se não tivesse nada a haver com isso.
- É um sitio realmente calmo, gosto muito de cá vir. – Continuou ela com um sorriso.
- Sim, hum.. não vos quero atrapalhar, vou indo. – Disse ela meia desiludida.
- Não queres te juntar a nós? – Perguntou Rea.
- Jun.... jun... juntar a vocês???? Mas.... eu não quero isso... ahhh... Rea eu... não faço dessas coisas assim!!! – Disse ela a ficar completamente vermelha.
- Hum? – Disse Rea completamente perdida e surpreendida com a reacção de Mio.
Sousuke gargalhava segurando na barriga sem conseguir parar.
- O que aconteceu??? Foi algo que eu disse?  - Perguntou Rea confusa.
- Rea... Eu não sou assim, não... hum... não quero nenhum relacionamento desse género  – Disse Mio envergonhada tentando arranjar algo para negar educadamente.
- Relacionamento desse género? Como assim? – Perguntou Rea ainda mais confusa.
Sousuke não conseguia parar, ainda ria mais.
- Sousuke porque te estás a rir tanto? – Disse ela a estranhar.
- Ahhhahhah. Rea... ela entendeu isso como uma relação a 3.. ahahah. – Respondeu Sousuke não conseguindo parar de rir.
- O quê???? Não, ahhh, não quis dizer dessa forma. – Disse Rea agora atrapalhada e envergonhada também.
- Não??? Oh não... – Disse Mio ainda pior e caminhando de cabeça baixada em direcção à porta do terraço.
- Não vás embora Mio, espera, não foi isso que quis dizer! – Apelava Rea.
Sousuke estava agora quase a cair no chão de tanto rir.
- Tenho que ir fazer algo muito... muitoo importante. Até – Dizia ela a apressar-se para sair dali.
- Acho que ela entendeu mesmo errado. – Disse ela a baixar a cabeça envergonhada.
- Uau, isto foi um bom episódio, ahahah. – Dizia Sousuke.
- Não gozes (zoes) !! – Disse ela a olhar para o lado.
- Da próxima tenta usar palavras que não tenham duplo sentido, senão ela entende pelo lado estranho, ahahah – Disse ele ainda a relembrar o acontecimento.
- Acho que ela nem vai conseguir olhar para mim depois disto. – Disse Rea triste.
- Claro que vai, pode é demorar um bocado, ahah. – Disse ele com sinceridade.
- Não ajudaste nada, podias ter dito mais cedo – Dizia ela ainda sem olhar para ele.
- Eu resolvo isto não te preocupes, mas primeiro vamos rir, isto merece uma semana de riso, mas vá, vamos rir tudo hoje e amanhã falar com ela, deixa-la acalmar. – Disse ele a sorrir.
- Espero que corra bem. – Dizia ela relutante.
- Claro que vai, não te preocupes, isto só vos vai aproximar, ainda vão rir juntas disto um dia. – Dizia ele a começar a rir de novo.
A campainha tocava agora a dar o sinal de entrada.
- oh, temos que ir. – Disse Sousuke.
- Não sei como olhar para ela agora. – Disse ela envergonhada.
- Não te preocupes, tenta evitar o olhar dela por hoje, ela pode fugir a qualquer momento. – Dizia ele ainda a rir.
- Vou tentar. Vamos? – Perguntou ela.
- Sim. – Respondeu Sousuke a sorrir.
Rea havia chegado à sala e por muito que tentasse evitar ao entrar na sala deu um olhar para o lugar de Mio, ela ainda vermelha enterra a cabeça na pasta que estava em cima da sua secretária com vergonha.
Rea arrependida, vai para o seu lugar e não voltava a olhar para ela, era difícil  estava com imensa vontade, mas era como Sousuke dizia, era preciso deixa-la acalmar e Rea também precisava.
As Aulas da tarde passaram rápido e deu o toque para irem para casa. Rea reparou que Mio parecia que tinha uma missão dos bombeiros, saiu rapidamente da sala quase que a correr para casa.
Rea guardou as suas coisas e esperou por Sousuke para se acompanharem um ao outro até ao portão da escola. Depois disso ela foi para casa.

Pequenos Gestos, Grande Amor - Cap 5


Pequenos Gestos, Grande Amor - Cap 5 por: Ali-chan


Rea e Sousuke chegaram então ao sitio que Sousuke havia falado, era pequeno, mas a forma como as mesas estavam distribuídas dava uma sensação de que era espaçoso, o ambiente também era calmo, não tinha estudantes, pois todos optavam para almoçar no refeitório ou traziam comida de casa e comiam pelos jardins.
Sousuke seguia em frente já conhecendo os cantos à casa, parecia que já tinha um local para se sentar em mente, foi para uma mesa no canto, tinha bastante privacidade e os olhares das pessoas que passavam pela rua não conseguiam alcançar aquela parte.
Rea ficou muito confortável naquele lugar, já que não gostava de se destacar, os cantos eram da sua preferência.
- É um bom sitio. – Disse ela ao sentar-se sorrindo.
- É sim, normalmente sento mesmo perto da porta para fazer cara de mau às pessoas que passam na rua e olham para assustá-los, mas hoje trago uma convidada especial que não parece gostar de ter holofotes. – Disse ele a rir.
- Tu realmente deves dar muito prejuízo à casa. – Disse ela a soltar um sorriso.
- Dou imenso lucro, eu como imenso. – Disse ele a reflectir.
Rea pegava no menu para ver as suas opções, tinha bastantes escolhas e trazia algumas imagens de alguns pratos e de como iriam ser.
- Parece bom. – Disse Rea abrindo-lhe o apetite.
- Podes provar um bocadinho de tudo se estiveres indecisa, acabas por sair cheia. – Disse ele a rir.
- Não, não aguentava tanta comida, e ia ser uma despesa de um mês inteiro. – Disse ela a entrar na brincadeira.
Rea olhava atentamente para o menu, as escolhas eram todas óptimas  mas acabou por escolher o tradicional macarrão, era bom, e era dos pratos mais baratos.
O empregado que lá trabalhava aproximava-se agora da mesa.
- Olá, Sousuke, hoje sentaste num sitio estranho. – Observou ele a sorrir e olhando para Rea. – Com companhia é sempre melhor a refeição, já não precisas de ficar a encarar e fazer caretas às pessoas para te divertires – Disse ele a rir. – Então que vai ser?
- Eu gostaria do macarrão por favor. – Rea fazia o seu pedido e continuava. – Tu fazes caretas às pessoas para te divertires?  - Perguntou ela seguida ao pedido a soltar um riso e ficando envergonhada a seguir por ter-se ouvido.
- Para mim é o costume Yaegashi. – Dizia Sousuke. – Claro que sim, e algumas são bem feias deixa que te diga. – Continuou ele dando uma gargalhada.
- Bom, já vos trago os pedidos. – Disse ele dando um sorriso e virando-se.
- Tens cada ideia estranha. – Disse ela a olhar para ele a querer rir mais.
- Nem todas são más, algumas são péssimas, outras menos boas e finalmente as boas e excelentes. Vejo esta das caretas como excelente... – Disse ele dando uma pausa a sorrir.
- Como é que fazer caretas às pessoas é uma ideia excelente? – Perguntou ela espantada.
- Porque apesar de estar a fazer para meu divertimento, no fim foste rir com ela. – Disse ele continuando a sorrir.
Rea soltava outro sorriso e ficava embaraçada. Os pratos haviam chegado e começaram a comer, Sousuke mandava piadas a meio da refeição e ficava difícil para Rea comer, pois queria rir e não era boa ideia enquanto tinha comida na boca.
Foi uma refeição agradável, e só no fim é que perceberam que o estabelecimento havia enchido. Rea ficou espantada por nem ter percebido, já Sousuke apenas sorria olhando para ela.
Dirigiam-se agora para a escola...

Pequenos Gestos, Grande Amor - Cap 4


Pequenos Gestos, Grande Amor - Cap 4 por: Ali-chan


A aula parecia não acabar ao entender de Rea, apesar do conforto que Sousuke lhe havia dado, ela estava abatida pelo que aconteceu. Não só as pessoas da sua turma falavam do assunto, mas sim a escola inteira, o pior de tudo é que a história se espalhou de uma forma distorcida e não tinha como se livrar dela.
A aula estava finalmente a terminar, ao ouvir as palavras do professor que estava agora a passar os trabalhos de grupo, Rea repara que uma garota estava a olhar em sua direcção muito discretamente.
- Se bem me lembro ela chamava-se Mio, ela não se destaca muito realmente. – Pensou Rea.
A campainha tocava agora para a saída.
- Bom, não se esqueçam que vão ter muito trabalho este semestre, tratem de estudar para os exames. – Concluía o professor.
Os alunos estavam agora a sair, mas Rea ainda estava sentada a arrumar as suas coisas para ir para o terraço, também fazia tempo para toda a gente passar para evitar outro acidente como o anterior.
- Olá, posso fazer-te uma pergunta? – Perguntava Mio que se havia aproximado do lugar de Rea sem que ela percebe-se.
- Sim, o que foi? – Respondeu Rea.
- Nada do que estão a dizer é verdade, não é? – Perguntou ela de forma clara.
- Na verdade parte é. – Disse Rea a ficar embaraçada. – Mas tudo foi um acidente.
- Entendo, obrigada. – Disse Mio sem mostrar alguma expressão e virando-se para ir embora.
- Espera, porque me perguntaste isso? – Questionou Rea.
Mio volta-se novamente para Rea e começa a falar. – Porque éramos as únicas pessoas que não nos destacávamos  precisava de saber se era verdade ou não, todos os outros já têm grupos e já no ano passado já eramos da mesma turma, estranhei os rumores e aquela situação com o outro homenzinho. Fui egoísta com a pergunta, desculpa. – Disse ela sinceramente.
- O nome dele é Sousuke. – Disse Rea a sorrir. – E ele na verdade...
Antes que pudesse continuar.
- Olá de novo Rea. Ouvi o meu nome ao longe e vim a correr para te salvar. – Disse ele dando uma gargalhada. – Hum? Amiga? – Questionou ele olhando para Mio e Rea confuso.
- Entendo. Estou de saída, prazer em finalmente ter falado contigo Rea. – Disse Mio
Mio foi então em direcção à porta.
- Garotinha. – Chamou Sousuke.
- Eu não sou garotinha!! – Exclamou ela virando-se irritada e vermelha.
- Aparece de novo quando quiseres. – Disse Sousuke a rir e levantando o pulgar em uma forma de aprovação.
- Ah... – Mio ficou espantada com o que ele tinha dito, mas recompôs-se imediatamente quase por completo. – Eu estou na minha sala, tu é que não! Claro que vou voltar. – Disse ela ainda vermelha.
Sousuke solta uma gargalhada.
- Até mais. – Disse ela virando-se e acenando.
Sousuke voltava-se agora para Rea.
- Bom parece que ficou combinado, parece que foi a primeira vez que falaste com ela, afinal não eram amigas? – Disse Sousuke pensativo.
- Fomos da mesma turma já o ano passado, pensando agora bem, até que somos parecidas em alguns aspectos, mas nunca falamos realmente. – Respondeu ela.
- Pronto então perfeito, vais ganhar uma nova amiga, além de um namorado. – Disse ele a gargalhar.
Rea deixou escapar um sorriso, mas muda rapidamente a postura quando entendeu a segunda parte da frase dele.
- Na... na... namorado? Mas.. Tão repentino assim?? – Dizia ela atrapalhada.
- Claro que sim, até já nos beijamos e tudo, é isso que os namorados fazem – Sousuke Deu uma outra gargalhada. – Está na hora do almoço, onde vamos comer?
- Mudança tão repentina de assunto, mas até estou aliviada. – Pensou ela ao ver que não ia conseguir responder
- Hum, eu hoje não trouxe comida. – Reflectiu ela.
- Está decidido então, muahahah. – Disse ele
- O quê? – Perguntou Rea sem ideia do que ele havia decidido.
- Tem um café em frente à escola com pratos do dia fantásticos, não podes dizer que és desta cidade sem os experimentares e tu como já fazes parte da mobília  vens imediatamente comigo lá almoçar, almoço por minha conta. – Disse ele rindo.
- Não posso aceitar, eu pago a minha parte. – Disse ela.
- Podes pois, estou a oferecer, tu tens que aceitar, só não peças a comida toda que eles tiverem senão vou leve para casa. – Riu-se ele de novo.
Rea ficava agora envergonhada olhando para o lado. – Obrigada. – Disse ela baixinho.
- Vamos que já estamos atrasados, temos que ter tempo para tudo. – Disse ele
- Atrasados? Ainda temos 1 hora – Disse ela confusa.
- Oh, mas após o almoço quero sentar contigo no terraço um bom tempo, claro que não vamos comer à pressa, mas ainda quero estar contigo sem ser com a boca cheia de comida. – Disse Sousuke inesperadamente a gargalhar.
Rea achou aquilo estranho pela parte da boca cheia de comida, mas querido pela ideia.
Rea pegou então nas suas coisas e foi ao lado de Sousuke para irem almoçar...

Pequenos Gestos, Grande Amor - Cap 3


Pequenos Gestos, Grande Amor - Cap 3 por: Ali-chan


Após Rea se despedir de Sousuke, foi para a sala de aula, que estava prestes a começar.
Rea ao entrar na sala, repara que a maior parte dos alunos já estavam lá. Muitos deles estavam em pé encostados à secretária a falar entre eles, o nome de Rea era ouvido muitas vezes, parece que o que tinha acontecido naquele infeliz momento criado por Sousuke na sala de aula estava agora a ser polémico.
Os grupos já formados que estavam à conversa, voltaram as suas atenções todas para Rea que se dirigia em silencio para o seu lugar com a cabeça baixada. Não era nada confortável para ela tudo aquilo que estava a acontecer, não se sentia bem em ser o centro das atenções, até porque lutou imenso para não o ser, mas tudo foi destruído em questão de segundos.
Os alunos estavam agora a rir e começavam a falar mais baixo.
O professor entrava agora na sala.
- Bom dia, sentem-se que vou fazer a chamada e começar a aula. - Disse ele.
Os alunos sentaram-se todos, alguns deles olhavam não muito discretamente para Rea.
A aula começou, mas Rea nem ouvia o que o professor dizia, mergulhava-se agora nos seus pensamentos.
- Isto é mau, eles não falam de outra coisa, será que devia fazer alguma coisa? Mas não tenho como fazer algo, isto ficou fora do controle. Ahh Sousuke porque tinhas que fazer aquilo? -Pensou ela abanando a cabeça negativamente. - Não importa, vou continuar a ser eu mesma, eles devem esquecer isto algum dia... E também... não estou sozinha como antes. - Pensou ela a dar um sorriso.
A aula passou rápido, e tocava agora a campainha para o intervalo, Rea apressou-se para sair, já nem queria ser a ultima, só queria sair dali e ir para o terraço onde se ia encontrar com Sousuke.
Ao sair da sala, embate contra uma garota que estava com mais 2 a atrás.
- Ei, olha para onde andas. - Disse ele irritada.
- Desculpa, ia com pressa. - Desculpou-se Rea baixando a cabeça.
- Eii, tu não és a garota que todos falam? Ouvi dizer que usas o teu corpo para conquistar os rapazes. Ahah, tão caladinha e faz destas coisas, agora que vejo até pareces ser mesmo desse genero, as que menos se destacam são as piores mesmo, aff, dás-me nojo. - Disse ela a rir e com cara maliciosa.
Rea não conseguia dizer nada, as garotas estavam a bloquear-lhe o caminho, ela não tinha como sair dali sem as empurrar, coisa que não queria fazer.
- Rea, ahh encontrei-te uffaa, não estavas no sitio combinado por isso vim à tua procura, o meu lado protetor gritou bem alto e lá vim eu. - Disse Sousuke parecendo aliviado. - Então vamos? ahh desculpa tavas a falar com as tuas amigas?
- Amigas? Pffff, nem digas isso a brincar, tu deves ser aquele que ela conquistou com o seu corpo.. estão mesmo bem um para o outro, todo desarrumado e tudo. - Disse ela olhando de alto a baixo para Sousuke e soltando um sorriso maldoso.
- Hum, com esse feitio deves mesmo estar solteira. - Disse Sousuke dando uma gargalhada. - Vamos Rea está um bom dia lá fora. - Disse ele pegando na sua mão e levando-a em direcção às escadas.
Ao subir as escadas Rea pára, fazendo Sousuke parar também.
- Obrigada. - Disse ela a deixar cair um lágrima. - Mas por favor, não faças nada parecido ao que fizeste no outro dia. - Pediu ela com a cabeça baixada.
Sousuke desce um degrau e abraça-a. - Desculpa, foi repentino e nem pensei, não te queria magoar desta forma. - Disse ele baixinho perto de seu ouvido.
Rea não disse nada, apenas se deixou estar em seus braços por algum tempo, mas o momento era interrompido pelo toque da campainha a dar sinal que as aulas iam começar.
- Quando terminar a tua aula, vou-te esperar à porta da sala. Estou neste momento a criar a regra que proíbe toda a gente de te fazer chorar, excepto eu, que te posso fazer chorar de alegria. - Disse olhando para o seu rosto a sorrir.
- Obrigada. - Agradeceu ela envergonhada.
Sousuke levou Rea até à sala de aula dela, fazendo ele chegar atrasado à sua própria aula, mas ele não se preocupava com tais coisas.
A aula de ambos começava e esperavam uma vez mais a chegada do intervalo para finalmente ir para o terraço.

Pequenos Gestos, Grande Amor - Cap 2


Pequenos Gestos, Grande Amor - Cap 2 por: Ali-chan


O resto do dia passou a correr, Rea havia convencido Sousuke a ir para as aulas e comportar-se encontravam-se no intervalo no que parecia ser agora o lugar deles, o terraço.
Final do dia havia chegado, deram uma despedida normal, Sousuke parecia estar mais calmo.
Rea passou a noite a pensar em tudo o que tinha acontecido, foi para a cama sem conseguir dormir e assim continuou com os pensamentos, adormeceu sem que percebesse.
A manhã havia chegado, parecia que tinha piscado os olhos e passou da noite para o dia.
Rea estava contente mesmo sem se aperceber, após se ter preparado para ir para a escola desceu as escadas para tomar o café da manhã a cantarolar baixinho e a pular um pouquinho.
- Acordaste bem disposta, parece que correu bem o inicio de ano. - Disse a mãe de Rea com um sorriso.
- Sim, pode-se dizer que sim. - Respondeu Rea a sorrir. - Mãe - Chamou ela a desanimar um pouco.
- Sim filha? - Perguntou a mãe.
- Achas que vamos ter que nos mudar de novo? - Perguntou ela meia triste.
- Não sei, o teu pai parece estar estável agora neste emprego, e temos uma boa casa, parece que tudo se está a compor. Eu sei que é difícil para ti, para nós também não é fácil viver assim e fazer-te passar por todas estas mudanças repentinas, mas por vezes é preciso, o importante é nos manter juntos. - Respondeu ela a sorrir.
- Sim eu sei, mas espero que não aconteça nada. Apesar de estarmos aqui à pouco tempo, gosto muito desta casa e mesmo contrariada, fiz um amigo, apesar de esquisito. - Disse ela pensativa.
- Entendo, um amigo. - Disse ela rindo. - Eu falo com o teu pai, também não quero sair desta casa, entendo perfeitamente como estás.
- Obrigada. - Agradeceu Rea terminando o seu pequeno-almoço (café da manhã).
- Até logo - Despediu-se Rea.
- Boa escola, até logo. - Acenou a mãe com um sorriso.
Rea apressou-se para chegar à escola, queria chegar o quanto antes, mesmo não sabendo muito bem o motivo.
A casa dela ficava relativamente perto da escola, por isso não demorou muito até conseguir ver os portões de entrada.
Ao aproximar-se vê Sousuke ao longe encostado ao portão, não parecia estar com boa cara e estava todo despenteado  talvez estivesse doente, já que com o Outono as gripes chegam.
- Bom dia Sousuke, estás doente? - Perguntou ela ao cumprimentar.
- Bom dia Rea. - Disse ele com um sorriso. - Não não, dormi muito mal, aliás, mal dormi.
- Insónia? ah também não gosto quando isso me acontece. - Disse ela.
- Insónia  Nada disso, fiquei a noite toda ansioso para te ver e quase não consegui dormir, ainda me cheguei a vestir e sair de casa para entrar-te pela janela, mas mal sai lembrei-me que não sei onde moras. Depois lá consegui adormecer e quando acordei estava atrasado para te vir receber ao portão, então sai a correr de casa. - Disse ele dando uma gargalhada.
Rea ficou surpreendida com o motivo e virou a cara envergonhada.
- Isso.. - Disse ela com dificuldade em continuar.
- Isso? o quê? ahh pois, o cabelo... como disse sai à pressa. - Disse ele passando a mão atrás da cabeça.
- Não é isso.. isso foi querido da tua parte. - Disse ela ficando vermelha e virando-se após terminar a frase.
- Yahooo. - Gritou ele ao dar um pulo. - Não dormir por tua causa já compensou, mas agora ainda compensou mais. - Disse ele rindo.
A campainha tocava agora deixando Rea um pouco aliviada pois não sabia como responder mais com a vergonha.
- Vamos? - Perguntou ele sorrindo.
- Sim, vamos. - Respondeu Rea sorrindo de volta.
Seguiram cada um para a sua sala com a promessa de se encontrarem no terraço durante o intervalo. Parecia um bom local para eles, já que não era frequentado por alguém, sentiam-se à vontade e separados de tudo o resto, num mundo só deles, preenchido pelas piadas de Sousuke e completado pelas reacções de Rea que não conseguia deixar de sorrir do que ele dizia.

Continua...

Pequenos Gestos, Grande Amor - Cap 1


Pequenos Gestos, Grande Amor - Cap 1 por: Ali-chan

Gente, como aposta com o rsrs no chat do AnimesHeaven tive como punição por ter perdido ter que escrever um romance com algum ecchi (Cenas perversas) XD
Então cá vai.


Ela havia sido transferida o ano passado para a escola chamada Sakurami. Chamava-se Rea Hitomi e tinha 17 anos, havia mudado de casa várias vezes e isso não a deixava confortável ao fazer novas amizades, pois havia a chance de ter que se separar deles e viver de novo na angustia de perder os seus amigos uma vez mais.
Primeiro dia de escola de um novo ano.
Começava o Outono junto com as aulas, as folha caiam e Rea pensava uma vez mais. Mais um ano como forasteira na mesma escola.
Rea não fizera amigos o ano passado, ficava-se pelo seu canto, ganhou o habito de não se destacar e andar sozinha, era um pouco difícil durante as refeições pois normalmente todos os sitios estavam ocupados por grupos já formados.
Chegou a hora da palestra na escola, Rea tentava manter-se no cantinho, mas parecia já ter sido todos ocupados, então teve que se sentar no meio de imensa gente, o que a deixava um pouco desconfortável. A palestra começou e todos estavam focados no director da escola que falava coisas sobre os estudos e como está feliz ao receber novas pessoas na sua escola e ver caras já conhecidas dos anos passados. Foi então que Rea sente um toque ao de leve no seu braço.
- Olá, primeiro ano por cá? - Perguntou um rapaz que se sentava ao lado dela.
- Não. - Disse ela de forma curta e seca, tentando terminar a conversa por ali.
- O meu nome é Kagura, Sousuke Kagura, qual é o teu? - Perguntou ele com um sorriso.
- Rea. - Disse ela um pouco surpreendida e meia envergonhada.
Rea olhava novamente para a frente em direcção ao director, mas ao que parecia a conversa não ia terminar por ali.
- Estou no 3º ano aqui na escola, disseste que não é o teu primeiro ano cá, mas acho que nunca te tinha visto. - Disse Sousuke.
- Pois, eu não me destaco assim muito, nem estou em algum grupo. - Respondeu ela sem olhar para ele.
- Humm, entendo, estou perante uma corajosa que enfrenta todos os males sozinha. - Disse ele a dar um riso baixinho.
Rea olhava agora para ele, não contava com tal piada.
- Não é ser corajosa, só não me quero apegar a ninguém. - Respondeu ela desta vez olhando para ele.
- Seja qual for o motivo, podes apegar-te a mim, sou bem divertido e um verdadeiro cavalheiro. - Disse ele a rir de novo.
Rea ficava cada vez mais surpreendida com as palavras de Sousuke, nem sabia se ele estava a brincar ou a falar a serio.
- Coisa bonita para se dizer a alguém que se soube o nome à 5 minutos atrás. - Disse ela desviando o olhar.
- Tem algo em ti. - Disse ele
- Algo? onde? - Perguntou ela a entrar em pânico pensando que tinha algo no rosto.
- Não tens nada na cara, ahah, estava a falar na tua personalidade, és estranhamente engraçada, mais uma coisa para me lembrar. - Disse ele a rir ainda mais.
- Podem falar mais baixo? estamos a meio de uma palestra. - Ouviu-se uma voz perto.
- Ahh pedimos desculpa. - Disse Sousuke metendo a mão na cabeça e a dar um breve sorriso. - Bom, agora que te conheço um pouco mais, vou chatear-te, podes contar com isso. - Concluio ele falando mais baixinho.
- Mas.. - Antes que ela pudesse continuar ele interrompe-a
- Então está combinado. - Disse ele a rir.
Ela voltou o seu olhar novamente para o director que estava agora a terminar a palestra, sentia que tinha perdido, mas ganho ao mesmo tempo, estava de certa forma feliz.
A palestra terminou e os alunos saiam agora do ginásio onde tinha sido a palestra. Como sempre, Rea deixava-se ficar para ultima para não se meter na confusão de toda a gente querer sair primeiro. Aproveitou para olhar e seu redor à procura de Sousuke, para ir na direcção oposta, ainda que estivesse feliz, não se queria aproximar, havia a possibilidade de se mudar novamente e estragar aquela nova amizade.
A maior parte dos alunos já tinham saído, o ginásio estava agora quase vazio, Rea decide que seria uma boa altura para sair também. Dirige-se então para a porta que levava ao corredor para as salas de aula quando ouve o seu nome a ser gritado.
- Reaaa! Espera por mim. - Sousuke vinha a correr pelo corredor fora em sua direção desnorteado e descoordenado.
Ao chegar ao pé dela, tropeça e num misto de arrependimento e felicidade havia caido em cima de Rea,  o pior é que estava com a mão num sitio pouco apropriado, estava a tocar-lhe num dos seios. Ele imediatamente retira a mão e olha no rosto de Rea na esperança que ela não se tivesse apercebido do sucedido com a queda. Percebeu que as suas esperanças não aconteceram.
Rea estava toda vermelha e olhava com cara brava para Sousuke, imediatamente lhe dá um estalo. - Estupidooo! - Grita ela levantando-se e correndo pelo corredor.
- Rea espera... foi um mal entendido, foi sem querer, apesar de ter gostado, foi mesmo sem querer. - Disse Sousuke num misto de sinceridade e arrependimento.
Ela nem ouviu o que ele disse e já nem dava para a ver.
- Bom, ela é uma boa corredora apesar de tudo. - Disse ele levantando-se para ir à procura de Rea.
sousuke procurou em todo o lado, só faltava um lugar, a sala de aula. Ele nem se preocupou de faltar à aula, partiu imediatamente em direcção ao corredor das salas de aula das turmas do 2º ano.
-Agora que penso nisso, não sei qual é a turma dela. - Disse Sousuke baixinho pensativo. - Não interessa, basta procurar em todas.
Sousuke partia agora em busca da turma de Rea, bateu na primeira porta que encontrou.
- Entre. - Ouviu-se a voz do professor.
- Olá bom dia, Rea estás ai? - Disse ele olhando em seu redor à procura dela.
A turma começava agora a rir
- Não sei o que estás a fazer ao interromper assim uma aula, mas não temos nenhuma Rea nesta sala. Sugiro que vá para a sua aula antes que chame o director. - Disse o professor com cara de poucos amigos.
- Entendo, obrigado. - Respondeu Sousuke saindo e fechando a porta atrás de si.
- Próxima. - Disse ele sem vacilar com a falha.
Chega então à segunda sala, esta era 2-B.
- Sinto que é aqui, o cheiro dela está presente. - Disse ele inspirando com força.
Sousuke abre a porta mais motivado do que nunca, até se esqueceu das boas maneiras e tudo.
- Rea, vem comigo. - Gritou ele olhando em redor.
- Sousuke? que raios estás a fazer aqui? - Perguntou ela envergonhadissima
- Estou aqui para te pedir desculpas por ter-te apalpado o seio, mil perdões pelo meu lapso e lado pervertido por ter gostado. - Disse Sousuke em frente à turma sem qualquer tipo de vergonha ou modos.
Rea estava parada mais vermelha do que nunca, os alunos de toda a sua turma que olhavam para Sousuke, voltavam agora os olhares todos para Rea e ouviu-se um riso colectivo cheio de energia.
- E.... Ess..... Estupidoooooo! - Gritou ela levantando-se e indo em direcção a ele.
Rea agarra o braço de Sousuke de forma bruta.
- Vem comigo, já! - Exclamou ela.
- Era essa a minha intenção - Disse Sousuke a rir.
Ela puxava-o furiosamente pelo corredor subindo escadas, subia tão freneticamente que tropeçava nos degraus.
- Tem calma, não precisamos de ir rápido que eu não vou a lado nenhum - Disse ele mais uma vez a rir.
Haviam chegado ao terraço da escola e Rea largou o braço de Sousuke.
- Porque raios fizeste aquilo? Agora vou ser zoada por toda a gente, estúpido! isso não se faz. - Disse ela enervada.
- Não vamos ser agressivos, só te queria pedir desculpa, e consegui. Posso te abraçar agora como recompensa? - Disse ele olhando para ela com os olhos a brilhar pensando que tinha feito algo bom.
- Recompensa por me envergonhares em frente a tanta gente? Tu não existes. Bom pela primeira vez na vida ficava feliz em ser transferida e mudar de casa. - Disse ela a suspirar.
- Transferida e mudar de casa? então é por isso que não te queres apegar a ninguém? - Perguntou ele
- Sim, isso mesmo, feliz?
- Muito feliz na verdade, partilhaste algo comigo, não poderia estar mais feliz, não te preocupes que não vais a lado nenhum agora, se tiveres mesmo que ir, ou vou contigo, ou rapto-te se quiseres ficar nesta escola. - Disse ele com cara seria.
- Acabamos de nos conhecer e já estás a falar em me raptar para não ter que me ir embora? - Perguntou ela.
- Claro que sim, afinal de contas há algo em ti especial, não te deixo fugir sem ver o que é, apesar que não vais fugir quando conseguir ver. - Disse ele a rir.
- Tu realmente não existes. Não sei porquê mas mesmo que não mude de escola, algo me diz para me manter afastada de ti. - Disse ela.
- Só impressão tua, eu sou um amor de pessoa, além disso não consegues fugir de mim mesmo que queiras. - Disse ele a rir ainda mais.
- Isto é um caso para a policia. - Disse ela com uma cara sinistra.
- Deixa a policia para quando eu te raptar, até lá não incomodes o café da manhã dos senhores. - Disse ele rindo mais uma vez.
- Estou a ficar severamente preocupada com o teu estado me... - Antes que ela pudesse continuar Sousuke num instante abraçava-a e beijava-a sem aviso, surgiram tantos sentimentos em Rea que nunca havia sentido antes, sentia-se quente, demasiado quente, mil e uma coisas lhe passavam pela cabeça, não sabia o que pensar nem o que fazer.
Após um longo beijo ao qual Rea não se debateu, Sousuke abraçava-a ainda mais e falava-lhe ao ouvido.
- Não te vou largar.
Rea não respondeu, simplesmente deixou de ter forças e entregou-se aos seus braços.
Era um estranho e bom começo para o novo ano na escola Sakurami.

Poesia: O Poeta



O Poeta por: Ali-chan

Poeta sincero, entendedor,
sentido, apaixonado,
sente saudade sente amor,
sente amargura, sente ardor.
Poeta fingidor pretende,
imagina, observa,
cria, sente tudo o resto,
mas não o transcreve com o seu fervor.

Sentimentos, pensamentos,
palavras ditas, e por dizer,
meros desejos, meras intenções,
tudo o que se quiser escrever.

Poesia: Trovoada



Trovoada por: Ali-chan

Manifestação natural, algo brutal, cheio de energia e amargura, um grito no meio da multidão, notado e temido, também agraciado é assim que o entenderão. Liberta tudo o que lhe está pesado, com um raio de luz, rápido e estrondoso, preso ao seu propósito, cai ele em qualquer direcção

Redwoods - Cap 12 - Final


Redwoods - Cap 12 Final por: Ali-chan



12º Capitulo - A porta que se fecha - Final

Os membros restantes do grupo haviam chegado à porta, mas algo acontecia atrás deles.
Juuvia olhou para trás, e viu que a garota pegava nos dois corpos, o de Pepe e Sonder, olhava fixamente para os 3 que tentavam fugir. Juuvia ao ver que a atenção dela estava agora voltada para eles, grita em pânico.

- Corram, ela vem ai.

Ao dizer isso volta-se para a porta, Happy e Ali já estavam do lado de fora e Juuvia estava agora a passar a porta. Ao chegar ao lado de fora da casa afasta-se um pouco da mesma e olha novamente para ver a reacção da garota aos movimentos.
A garota estava na porta, e caminhava em direcção ao grupo segurando ainda os corpos dos amigos.

- Juuvia corre, não fiques ai parada. - Gritou Happy que já havia começado a correr.

Ela estava aterrorizada, o seu corpo parecia mexer automaticamente fazendo ela correr na direcção contrária à garota. Mas não foi rápida o suficiente.
Após 4 passos, ela sente algo frio, era tarde de mais, a garota já havia prendido um dos seus braços e começava agora a puxa-la, Happy e Ali reparam no sucedido e voltavam agora para trás.

- Nãooo, larga-me.. deixa-me. - Gritava Juuvia em pânico.

- Juuvia!!! - Gritou Happy que tentava alcançar a amiga, correndo e esticando o braço num tentativa de lhe segurar a mão.

- Isto não está a acontecer. Alguém me acorde por favor. - Dizia Ali em desespero sem se conseguir mexer.

Happy conseguiu alcançar a mão de Juuvia, mas tudo aquilo parecia inútil perante a força da garota, ela puxava Juuvia com a mínima das dificuldades, Happy não tinha força para a conseguir tirar dali, nem havia como se aproximar da garota para tentar outra coisa, as correntes cercavam-na, via-se apenas o rosto da criança que tinha uma expressão de prazer. As correntes criavam uma espécie de escudo. Não havia como fazer nada contra ela, mesmo assim Happy tenta com todas as suas forças puxar Juuvia de volta, puxava as correntes numa tentativa de criar uma folga, ele estava com as mãos em sangue, devido aos picos que as correntes tinham, Juuvia também os tinha cravados no seu braço, não havia escapatória.

- Corre. - Disse Juuvia em lágrimas.

- Não, não posso, não consigo, faz força, ajuda-me a tirar-te dai. - Disse Happy desesperado.

Enquanto falavam, mais correntes eram cravadas e amarradas nos membros de Juuvia, agora sim, o que antes parecia impossível, tentar libertar Juuvia, agora era morte certa.

- Recuso-me a abandonar-te. - Disse Happy com lágrimas.

- Obrigada. - Disse Juuvia que já havia aceitado a morte e sorria agora com lágrimas a cair pelo seu rosto.

A garota empurra Happy com as suas correntes, uma pancada forte no estômago que perfurou um pouco do lado esquerdo do mesmo, devido aos picos. Happy voava agora na direcção oposta a Juuvia e cai no chão a segurar o sangue que lhe saia.
A garota vê que estava agora livre do incomodo e com uma força bruta arranca todos os membros de Juuvia e prende a sua cabeça com uma outra corrente.
Foi morte imediata.

- Nãooooo. - Gritava Happy em desespero e tristeza.

Ali não conseguia ainda se mexer, e não olhava mais na direcção deles, não conseguia presenciar aquilo.

- Sua maldita. - Happy gritava olhando para a garota enervado, repugnado, com ódio.

Partiu então numa investida em direcção à garota, mas tal acto era inútil  a garota sorria mais do que nunca agora, e fazia com que as suas correntes se aproximassem de Happy. Ele não se importava, não ligava mais. Com as mãos rebatia as correntes que se aproximavam lentamente. A garota parecia apreciar tudo aquilo, estava claramente feliz, entusiasmada, ansiosa, era a primeira vez que demonstrava tais sentimentos.
Happy aproximava-se dela, e estava agora a 3 metros dela. A garota simplesmente usou as suas correntes e prendeu-o pelos braços e pernas, ele estava agora imobilizado. A garota levanta o seu corpo. Happy repara agora nos corpos que ainda estavam com ela, de Pepe, Sonder e parte de Juuvia.

- O grupo está quase unido de novo.  - Disse Happy pensativo olhando nos rostos dos amigos.

A garota baixa agora um pouco o corpo de Happy e com um sorriso começa a corta-lo nos braços com um pico de uma das suas correntes. Happy gritava de dor, mas este era abafado imediatamente, ela usava agora uma das correntes para pôr em volta da boca de Happy.
Ela cortava e cortava, com prazer no seu rosto, olhando para a expressão de dor e ódio de Happy e novamente para as feridas que estava a causar. Mudou de sitio várias e várias vezes, estava a adorar toda aquela tortura, havia já cortado os dois braços e estava agora no peito onde ao invés de cortar cravava o pico superficialmente vezes e vezes sem conta, Happy desmaiava agora. A garota não ficou satisfeita com o fato de ele ter desmaiado, começava agora a apertar o seu pescoço até parti-lo e torce-lo. Ao acabar de o fazer atira o corpo de Happy para o chão violentamente num sinal de descontentamento e volta a pegar-lhe metendo o seu corpo ao lado dos que ainda lá estavam presos.
Olhava agora em redor, à procura de o outro alguém que também estava presente.
Encontrou, Ali ainda estava parada, a chorar, a desesperar, sem forças e sem puder se mexer.
A garota sorria novamente aproximando-se dela.
Ali que se tinha apercebido que o barulho parava, olhou para cima para entender o porquê de não ouvir mais nada.
A garota estava a vir em sua direcção. Ali entrou ainda mais em pânico e cai para trás.

- Não, não, não, não. Já chega. - Dizia ela vezes sem conta ao ver ela a aproximar-se

A garota estava agora próxima  com as suas correntes prendeu o pé esquerdo de Ali, e voltou-se de costas, começou a andar em direcção à casa arrastando Ali atrás de si.

- Nãooo, larga-me. - Ali gritava enquanto era arrastada, tentava encontrar algo para se agarrar, mas não conseguira encontrar nada. Com o desespero usava o seus dedos e cravava-os na terra, mas era inutil perante a força da garota.
Haviam chegado à casa. a garota entra seguida de Ali ainda arrastada por entre a escuridão da noite.
Nada se via. Ouvia-se apenas os gritos de Ali, que pararam minutos depois.
Por entre a escuridão que havia depois da porta de entrada, a garota emerge, agora com o vestido tingido de vermelho. Sorri
e fecha a porta...

FIM

Redwoods - Cap 11


Redwoods - Cap 11 por: Ali-chan



11º Capitulo - Sentença de Morte

Pepe ao abrir a porta depara-se com algo.
Do outro lado da porta estava a garota, com os seus cabelos longos e pálida, estava demasiado próxima, não havia como fugir, se ela estica-se  o braço alcançaria Pepe sem problemas.
Pepe fica em choque, aterrorizado e paralisado, os olhos dela estava brancos, parecia cega, mas ao mesmo tempo parecia ver ainda melhor.
A garota antes que Pepe pudesse sequer pensar, já havia posto as suas correntes nos braços de Pepe, prendendo-o para que ele não pudesse fugir, então olhando nos olhos dele, a garota coloca a mão dela no peito de Pepe e sorri, ao fazer isto ela retira as suas correntes, que não tinham feito nada além de prender Pepe, não havia sinais de que ela teria o magoado.
Pepe vira-se para trás, e vai em direcção a um cano de ferro que o grupo havia posto encostado na parede em caso de ataque da garota, eles haviam pensado naquilo como uma arma que os poderia ajudar a combate-la. Pepe pega no cano, e olha para Sonder que não havia reparado no que estava a passar pois estava ainda deitado. O resto do grupo estava parado sem reacção  simplesmente abismados porque a garota não o matou, ela parecia dócil naquele momento, como se não tivesse nenhuma intenção  Ela entra na casa e fica parada na entrada, com um sorriso.
Pepe dirigia-se a Sonder empunhando o cano.

- Que se está a passar? Pepe ela fez algo contigo? - Perguntou Ali num misto de tensão e medo.

Pepe não respondeu, e estava agora próximo de Sonder.
Sonder abre os olhos e repara que Pepe estava próximo, mas antes que pudesse fazer alguma coisa ou dizer, Pepe havia desferiu um golpe na cara de Sonder, deixando-o atordoado.

- Que estás tu a fazer? Perdeste o juizo? - Disse Juuvia exaltada ao ver o que Pepe estava a fazer.

Pepe preparava-se então para dar um outro golpe a Sonder, mas Happy estava já próximo, agarrou-o por trás numa tentativa de parar Pepe.

- Estás insano, pára imediatamente com esta loucura. - Gritou Happy.

Pepe dá uma cotovelada em Happy libertando-se assim dele. Pepe focava-se novamente em Sonder, começou a desferir golpes intensos nele, não parava e cada vez com mais entusiasmo, batia, golpeava, cada vez mais freneticamente, Sonder já tinha passado desta para melhor, o cano atingiu-o várias vezes na cabeça, mas isso não impedira Pepe de parar, ele continuava e cada vez mais rápido e com mais força. Pepe estava agora coberto de sangue do amigo.
O grupo estava abismado com o que ele havia feito e estava afastado, Ali estava no chão de olhos arregalados no canto esquerdo da sala, Happy que tentara parar Pepe e falhou, estava de joelhos e mãos no chão a olhar para Pepe, enquanto que Juuvia estava do lado direito igualmente afastada a chorar perante tal acontecimento. Já ninguém se lembrava que a garota estava lá, mas Pepe ao terminar fez com que o grupo se lembra-se da sua presença.
Ali olhava agora em direcção à porta de entrada, e esperava que a garota se tivesse ido embora, mas este não era o caso, ela estava ali, parada em pé perto da porta, como se estivesse à espera de algo, paciente.
As atenções voltaram-se para Pepe que se recomponha, e virava-se para trás, Happy levanta-se e segura os ombros dele.

- Porque fizeste isto? - Pergunta ele desesperadamente olhando nos olhos de Pepe.

Pepe não responde e tão pouco olha para Happy, ele focava-se na garota, passa por Happy e deixa cair o cano, algo totalmente inesperado, o grupo não sabia o que pensar de tais acontecimentos.
Ele estava agora frente a frente com a garota, que olhava para ele com cara de dúvida.

- Mata-me.

O grupo não entendeu o que ele haveria pedido, porquê? o que estás a fazer? não digas isso. Estás maluco. Ouviu-se tudo isto por parte dos restantes membros do grupo perante tal pedido de Pepe.
A garota sorri e num piscar de olhos atravessa com as suas correntes o peito de Pepe. Teve morte quase instantânea.
Com as suas correntes, ela levanta o corpo de Pepe e tira-o do seu campo de visão, mas não o larga, focava-se agora no corpo de Sonder e se dirigia lentamente para ele.
Ao fazer isso, o grupo conseguiu ver agora claramente. As correntes faziam parte dela, não eram acessórios que ela poderia usar à sua vontade, eram parte do seu corpo. Elas saiam claramente das suas costas, havia sangue mesmo de onde elas saiam. Parecia extremamente doloroso controlá-las e até mesmo tê-las, mas a garota não parecia incomodada com tal coisa.
Ela pega então no corpo de Sonder, e o grupo olha para os dois amigos, já mortos, não havia nada a fazer, nem conseguiram fazer nada.
Ali olha para o Happy e Juuvia, tinham chegado a um acordo mesmo sem palavras, fugir dali para fora. Com a atenção voltada para o corpo de Sonder, tinham uma oportunidade de sair de lá sem que ela nota-se.
Foram os 3 para a porta tentando não fazer barulho e passar sorrateiramente. Mas ao chegar à porta...

Próximo Cap. A porta que se fecha. Final da História.

Redwoods - Cap 10


Redwoods - Cap 10 por: Ali-chan



10º Capitulo - A verdade. A tensão

Estavam todos a comer excepto Happy, ele havia parado porque estava a ler o diário muito concentrado.

- Happy é melhor comeres, vais precisar das forças depois. - Disse Juuvia.

- Algo errado Happy? - Pergunta Ali.

Happy estava parado com uma expressão seria enquanto olhava para o livro que haviam encontrado.

- Terra chama Happy. - Disse Pepe que ele não reagia.

Happy parecia ter voltado aos seus sentidos, e olhava agora para todos do grupo em seu redor.

- Isto não é brincadeira nem ficção. - Disse Happy pensando no que dizer a seguir. - Este diário pertence a uma mulher, é provável que seja o esqueleto que estava lá em baixo no alçapão.

- Calma esqueleto? Que esqueleto? - Perguntou Juuvia a começar a ficar desconfortável com a conversa.

- Dentro do alçapão estava um esqueleto, numa espécie de Jaula ou prisão. - Disse Sonder.

- E não nos dizem nada? estamos com um monte de ossos mesmo por baixo dos nossos pés e só sabemos isso na hora de jantar? - Disse Pepe

- Mantenham a calma. Encontramos um caderno que estava com ela, aparentemente é um diário, é aquele que o Happy tem na mão e esteve até agora a lê-lo, então Happy, que dizia? - Pergunta Sonder.

Todos haviam terminado a refeição entretanto, e Happy continuava com uma expressão seria.

- O diário não era grande, então já consegui ler tudo. Esta mulher, que o escreveu, não teve descanso. Ela foi sequestrada, mas não por dinheiro. - Happy faz uma breve pausa tentando arranjar termos para conseguir continuar a explicação. - Segundo o diário, ela foi sequestrada por um homem, ele não queria dinheiro, e aparentemente era completamente insano, ele mantinha-a na jaula, com uma refeição por dia, por apenas uma razão, ser o brinquedo anti-stress dela, ele batia-lhe violava-a constantemente e prendia-a durante dias em correntes cheias de picos que cravava nos pulsos dela. O homem era cuidadoso para não a deixar morrer, porque senão ia acabar a diversão para ele. Esta mulher passou por coisas muito más, algo me diz que o que ela disse no diário é apenas a ponta do iceberg.

- Que horror, porquê que alguém haveria de fazer isso? - Disse Ali que achara repugnante.

- Tem gente assim, ficarias espantada com o mundo em que vivemos, há imensa coisa que não sabemos, pode-se dizer que a ignorância é uma bênção nestes assuntos. - Disse Sonder.

- O diário fala praticamente disto e dos sonhos que ela tinha antes de ter vindo aqui parar, mas tem algo no fim que me deixa nervoso. - Happy faz uma pausa pensativo.

- Diz de uma vez, parece que queres criar suspense. - Disse Pepe a ficar irritado.

- Nem eu sei o que entender disto. Ela no final do diário diz ter gerado muito ódio graças a tudo aquilo que havia passado, a maioria das pessoas quereria morrer ou desistido, tornando-se uma mente vazia, mas ela não, gerou tanto ódio que a consumiu e disse ter ficado grávida e termina de escrever. - Disse Happy.

- Grávida? não tem mais nada depois disso? - Disse Juuvia impaciente.

- Não termina ali. - Respondeu Happy.

- Tudo isto é muito estranho, empresta-me o diário. - Disse Sonder.

Happy passa o diário ao Sonder.

- Olhando bem para essa ultima frase, não sei se foi propositado ou não, mas ela diz que gerou tanto ódio que a consumiu e ficou grávida. É só uma ideia parva, mas este "e" que significa adição, indica que ficou grávida do ódio em si e não do homem. - Disse Sonder.

- Grávida do ódio? Bates bem dessa cabeça? - Disse Pepe a rir

- Eu a este ponto já acredito em unicornios, não me admirava nada que existisse a mulher do ódio e tenha ficado grávida. - Disse Juuvia.

- Vocês estão todos dementes, eu nem acredito no que estou a ouvir, sinto que isto se apega. Além do mais estou desconfiado de uma coisa. - Disse Pepe atraindo a atenção de todos.

- Desconfiado de uma coisa? o quê? - Perguntou Happy.

- Este Sonder, ele irrita-me, é sempre demasiado calmo, e naquele momento em que fugimos da casa... Como pôde ele ter abandonado o Guts? "Vamos aproveitar esta chance" disse ele. Chance? A morte dele para ti é uma chance Sonder? Tu és o mais suspeito, nada te afecta  vês um amigo a ser morto à tua frente e a tua expressão não muda e ainda dizes que te deu uma chance para fugir? - Diz Pepe exaltado.

- Não havia nada que pudéssemos fazer para salvar o Guts, tu sabias disso também, quanto mais rápido aceitares o fato de que a minha decisão nos salvou, melhor. Pára com o drama. - Disse Sonder calmamente e objectivamente.

- És pior do que eu imaginava, vou sair daqui antes que seja contaminado com a tua demência. - Disse Pepe repugnado com as palavras e atitudes de Sonder.

- Pepe onde vais? Não podes sair a meio da noite, é perigoso demais. - Disse Ali

- Sinto que estou em maior perigo junto dele do que com a garotinha estripadora. - Concluiu Pepe caminhando em direcção à porta.

- Deixem-no ir. - Disse Sonder deitando-se para trás.

Pepe havia chegado à porta e aberto a mesma, mas quando olhou lá para fora, arrependeu-se.


Próximo Cap. Sentença de Morte