sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Pequenos Gestos, Grande Amor - Cap 11



- Sousuke, como correu? – Perguntava Rea preocupada.
- Ahh, muito bem, não te preocupes. – Disse ele a dar uma gargalhada.
- Então não aconteceu nada? – Perguntou Mio curiosa.
- Não, só estivemos a falar como dois grandes homens que somos e claro que chegamos a um consenso. – Disse ele a cruzar os braços e acenar com a cabeça de forma afirmativa.
- Que lhe disseste? – Perguntou Rea mais aliviada.
- Ora fui politicamente sincero. – Disse ele a dar uma gargalhada.
- Portanto, mentiste? – Disse Mio rapidamente e baixinho.
- Ora tudo aconteceu desta forma a me ver. Eu estava a passear pelos terrenos da escola, todo feliz e a cantarolar e assobiar, quando de repente escorrego numa casca de banana ali posta tão indevidamente no chão e cai, os meus 3 companheiros, como bons cidadãos que são, foram para me ajudar, mas eles não viram a casca de banana, então o que vinha à frente, escorregou nela e causou o efeito dominó derrubando os outros, eu rapidamente me levantei para ir em socorro dos que vinham em socorro para mim, mas com a pressa tropecei ali numa pedra, enquanto caia dizia em câmara lenta “Malditooo calhauuuu” e pumbas, dei uma cabeçada não propositada num deles, dai os ferimentos em mim e nele, depois com a dor, eu deixei-me cair para o lado, mas com o lanço a minha mão, que estava de punho cerrado, bateu sem querer na cara do outro que estava caído ao lado, ele num protesto de dor, agarrou-se ao nariz e rebolou, eu como me estava a levantar uma vez mais para ir então ajudar novamente, tropecei novamente no que estava a rebolar e sem querer, tinha deixado as duas mãos juntas e fechadas, ao cair, com medo de cair por cima do que estava a rebolar, dei um salto no ultimo momento e fui parar em cima do 3º, atingi a ele também com os punhos cerrados. Como devem imaginar foi uma falta de sorte incrível  – Concluiu ele a história a dar uma gargalhada interminável.
- O director não é assim tão burro para acreditar nessa, acho eu. – dizia Mio pensativa.
- Sim, ele não ia acreditar, esta inventei agora. Na verdade fui bem sincero, disse o que aconteceu e disse que me tinha arrependido por ter usado a violência, esta foi a única parte em que menti, de resto contei a história por completo, além do mais foram eles quem começaram a violência, eu só estava a enfurecê-los para que isso acontecesse para eu não ter problemas futuros, alegando agressão por defesa. – Explicou ele.
- Uau, parece que realmente não vais ter problemas, o que o director disse? – Perguntou Rea.
- Ele riu imenso – Disse ele a abrir a boca de espanto. – O problema é que após parar de rir, ele contou-me uma história dos seus tempos longínquos de juventude, depois cumprimentou-me e disse para ir ter contigo, não precisava que ele me dissesse, eu vinha mesmo sendo expulso, ahah – Dizia ele a dar uma outra gargalhada.
- Ainda bem que ficou tudo resolvido. – Disse Rea com um sorriso abaixando a cabeça e dando um suspiro de alivio.
- Bom, tenho fome! Esta luta de argumentos contra o director cansou-me, preciso de encher baterias. – Disse ele levantando o braço como se estivesse a fazer músculo.
- Sim, vamos, sinceramente, agora que a preocupação se foi, só ficou a fome e o alivio mesmo. – Disse Rea a sorrir.
- Onde é esse tal café? – Perguntou Mio perdida.
- Ali – Disse Sousuke apontando para uma pequena entrada que passava bem despercebida se não fosse pelas janelas, mesmo assim era bem disfarçado.
- Uau, desde o ano passado que ando aqui e nunca reparei naquilo. – Disse Mio espantada.
- É, eu disse o mesmo. – Respondeu Rea a rir.
- É a beleza do café, ele só é notado quando eu estou lá dentro a fazer caretas. – Disse ele orgulhando-se do seu trabalho de marketing.
Rea e Mio começaram a rir, e foram então em direcção ao café. Ao entrar Mio repara em Yaegashi que estava a limpar as mesas.

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